• Joana Câncio

O Colo

Atualizado: Jun 4

Na realidade, este texto é mais do que sobre colo. É sobre um assunto tão importante… A nossa liberdade, o nosso poder pessoal, a nossa coragem. É preciso coragem para fazermos aquilo em que acreditamos.



Pediram-me para escrever sobre colo. E eu não podia estar mais feliz por vos contar tudo o que sinto sobre este tema!

Colo para sempre, em qualquer altura e sem restrições. Chora? Colo. Está triste? Colo. Quer brincar? Colo. Colo. Colo.


Já estão fartos? Então, colo!!


Há imensas opiniões sobre este tema e eu posso apenas partilhar a minha que, na realidade, apenas existe para o não colo, porque para o colo não há opinião, há sentimento.


Eu dei colo à Constança até ela querer e dou livremente ao Lourenço. Adoro. Sou louca por colo. E por eles. Tenho uma paixão acesa pelo assunto. Não há nada melhor do que ter um filho nos braços, em qualquer altura. Dói nas costas, nos braços, no peito. Mas dói mais na alma se não dou colo. Por isso dou colo sentada no chão, se for preciso. Dou colo deitada. Dou colo para dormir, dou colo ao acordar, dou colo na sesta e quando está aflito dos dentes, come ao colo. Não está na regra. Não faz mal, eles são meus e eu dou colo quando quero e ninguém tem nada haver com isso.


Na realidade, este texto é mais do que sobre colo. É sobre um assunto tão importante… A nossa liberdade, o nosso poder pessoal, a nossa coragem. É preciso coragem para fazermos aquilo em que acreditamos. É preciso ser muito forte para não nos irmos abaixo com as opiniões de fora que servem maioritariamente para destruir o nosso instinto. Na maior parte das vezes não é por maldade, mas por uma busca incessante do ego para validar os seus atos atuais ou anteriores. Muitas vezes as pessoas sentem que não fizeram como queriam, mas dói assumi-lo, por isso preferem validar o que fizeram ao opinar sobre um assunto com outra mãe.

Já o disse e volto a dizer: mais solidariedade, por favor. Por favor!! É mesmo importante termos empatia. Sermos mulheres criadoras, intensas, verdadeiras (loucas, chatas e feministas, na gíria). Eu era muito nova quando a Constança nasceu e não sabia para que lado me virar. Fui descobrindo. Às vezes fazia uma coisa socialmente e outra em casa. Fui crescendo e percebi que não estava inteira. Então comecei a pensar bastante sobre vários temas e decidi que há coisas que faço em casa e na rua e outras que só para não receber más energias, não verbalizo e depois em casa cuido. Também é assim convosco? E não é a melhor opção? É a minha. E gosto dela assim. Não sou muito de opiniões, mais de sensações, mas se há assunto que me vira e revira e onde bato o pé: é o colo. Sabem o que é mais giro no meio disto tudo?


Quando assumi o colo, ninguém me voltou a questionar. O colo é tão bonito, tão genuíno, celebra e acalma tanto, que nem o coração mais duro resiste ao momento. E é aqui que estas palavras me levam: quando é genuíno, tem de acontecer e não é questionado.


Há tantas mães que deixam de dar colo porque leram que eles se habituam e depois não querem outra coisa… eles querem! Acreditem. Querem andar, explorar, correr! Mas querem saber que têm um colo seguro quando precisam. E não é tão incrível ser o porto seguro dos nossos filhos? Muitas vezes com a Constança, depois de uma conversa mais intensa ou de um momento mais conflituoso, há colo. Porque nos une. Porque ela sabe que eu estou aqui, sempre. Porque eu quero que ela sinta que quando tiver 15, 20, 30 anos e precisar de alguém: sou eu! É o mesmo colo que lhe dei em bebé, em criança.


Outras vezes com o Vicente, o meu filho do coração, dou-lhe colo para o acalmar. Tem saudades do colo da sua mãe. O meu não substitui, mas existe para relembrar que colo é colo, que é amado e que em breve terá o que mais ama.


Para as mães que optam não dar colo, está tudo bem também. Eu gosto de pensar num mundo empático, cheio de amor e onde cada um é livre de criar os seus filhos da forma que acredita. A única coisa que vos quero perguntar é… Não dão colo porque não querem, ou porque acham que não devem? Quero só trazer ao mundo uma busca que para mim foi tão intensa e tão importante… Fazer o que sentimos verdadeiramente.


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Aos meus filhos - os que saíram de mim e os que entraram por mim adentro:

Amo-vos. Inteira. Com as minhas falhas e tudo

Amo-vos tão intensamente que sou exigente porque quero que saibam cuidar de vocês

Quero que acreditem que têm capacidade de serem autênticos

E que podem fingir para não se magoarem, mas que sabem voltar a vocês numa respiração

E mais do que poderem mudar o mundo, quero que saibam mudar-vos a vocês próprios

Olharem-se sem medo, no coração

Transformarem-se por um bem maior e tão altruísta quanto o serem empáticos

Personalidades à parte, a empatia é um bem comum e transversal

A força é vossa - e só vossa!

A coragem é o vosso veículo para amar

No meu corpo vos criei

No meu coração, vos amo

No meu colo vos seguro, com todas as minhas forças

Com toda a minha coragem

Com todo o meu Amor.

Sou vossa, para sempre.

E o meu colo também.



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