• Joana Câncio

Co-sleeping - Ou … tudo ao molho e fé em Deus!

Atualizado: Mai 2

Deixo-vos com a minha conclusão, depois de anos a pesquisar sobre o assunto e, sim, a testá-lo na minha própria cama com pessoas pequeninas de verdade!!



Uiiiii…. Agora é que me coloquei a jeito de comentários, opiniões, críticas e conversas… E que bom! Acredito que cada um de nós está no Mundo para oferecer o seu melhor, o que é o trabalho de uma vida! E não podia deixar passar uma questão com a qual me debato há precisamente 8 anos, altura em que nasceu a minha primeira filha.


Existem várias formas de analisar o co-sleeping, sendo que normalmente ele acontece por necessidade dos pais ou da criança. Os pais querem dormir uma noite seguida, as crianças na cama dos pais dormem por norma uma noite seguida, por isso, funciona para todos! Existem várias opiniões e estudos sobre o assunto e eu saúdo todas as novas mães que querem perceber o que é melhor e que, ao lerem vários artigos, ficam completamente desnorteadas!! Como é que é possível que as opiniões sejam tão díspares??

Deixo-vos com a minha conclusão, depois de anos a pesquisar sobre o assunto e, sim, a testá-lo na minha própria cama com pessoas pequeninas de verdade!!


Prós


  • A criança sente-se super ligada e segura. Consegue descansar de verdade porque está em contacto com os pais, físico e energético e, consequentemente, não tem nada a temer, pelo que normalmente se observa que dorme as suas 12 horas sem qualquer interrupção, para além da natural que ocorre várias vezes numa noite motivada pelo seu instinto de sobrevivência.

  • Toda a gente dorme!!!! Uau!!!!

  • Não precisamos de nos levanter 436 vezes por noite para confirmar se a criança está a respirar.

  • Caso os pais sejam muito atarefados e não tenham oportunidade de criar uma conexão profunda durante o dia, a hora de deitar e o sono são uma altura muito positiva para o fazer. Eu deito a mais velha todos os dias, sendo que é o nosso momento de profunda conexão, conversa e mimo. Depois dorme sozinha toda a noite.


Contras


  • Os pais têm de encontrar outro local para se ligarem. Normalmente quando nos deitamos, tranquilizamos e encontramos mais espaço para namorar e nos conectarmos com o outro… se está um bebé no meio, não há grande forma, certo?

  • Ficamos a pensar quando é que a criança se muda para o seu T0 privado e nós, pais, voltaremos a poder usufruir da nossa confortável cama sem um pé na barriga ou um rabo no nariz.

  • Existe um perigo de morte súbita ou asfixia associado. As roupas de cama e almofadas dos adultos não são adequados a crianças, e os colchões do adultos não são firmes o suficiente para o desenvolvimento do bebé.

  • Se a criança ficar muito tempo na cama dos pais, pode interferir na aquisição de independepência e autonomia. Com a Constança, por exemplo, foi super importante ela dormir sempre na cama dela, porque tem uma dificuldade inata em se acalmar e conectar consigo mesma. Logo, para sentir que é capaz sozinha, apoiada naturalmente pelos pais, mas sozinha, foi muito importante esta passagem.

  • Os pais podem criar dependência dos filhos, principalmente pais solteiros ou pais que não tenham grande comunicação entre si e colocarem nos filhos uma responsabilidade e compensação que lhes pode causar bastantes danos no crescimento e em adultos (até interferir com a sua relação com um companheiro ou nas suas futuras rotinas do sono).


Eu passei por todas as fases aqui em casa. Já dormi com eles, sem eles, já os adormeci e saí depois, já os deixei a chorar, já voltei e abracei em culpa. Acho mesmo que a grande questão aqui é a culpa e a grande solução: a dissipação da mesma.


Se formos minimamente conscientes, conseguimos compreender se a nossa criança está a ter um comportamento saudável… por exemplo: o Lourenço dormiu na sua cama, o Next2me da Chicco, que é uma solução espetacular para bebés até aos 6 meses. Passou depois para a cama de grades onde dormiu até nascer o primeiro dente, aos 11 meses. Aí começou a grande viagem pelo co-slepping! Começámos por trazê-lo para a nossa cama, evitando assim que os grandes acordassem (porque com 8 anos já têm uma carga escolar pesadíssima!) e dando-lhe muito mimo e apoio nas febres, dores e choro. Ele adorou - claro, nós pais somos mesmo incríveis!! - e acabou por se habituar ao quentinho. Nós descobrimos o prazer de dormir com o nosso bebé. Com a pessoa que fizemos, com o bebé que eu carreguei, pari e ultrapassei tantos momentos difíceis com ele ao colo, no marsúpio, tantas horas por dia!! Resultou! Toda a família dorme toda a noite. O André vai trabalhar descansado, os grandes vão para as aulas descansados e eu… tenho de dizer a verdade, comecei a ter insónias porque apesar de adorar dormir com os dois homens da minha vida, preciso de espaço para dormir confortável e isso já não acontece. Aproveito as insónias para criar, arrumar e ver séries. Há dias em que fico mais cansada e outros em que fico super bem, porque, e digo isto com toda a verdade do meu coração, é mesmo importante para mim que todos estejam bem e eu tenho super poderes, como todas as mães e não me importo de dormir noites repartidas e ter tempo para mim (as insónias são o meu tempo pessoal) em prol do bem estar do resto da família.


Equação gira esta não é? Onde termina o meu bem estar e começa o do outro? Onde preciso ser perentória nas minhas necessidades e quando tenho de colocá-las de lado para que as do outro sejam atendidas? Quais são as mais importantes? Esse, para mim, é o grande desafio da parentalidade.

Então:


Eu tenho de estar bem para cuidar. Mas isso não pode implicar que as necessidades da família fiquem para trás… e quando não é possível? É que, senhor autor da parentalidade que diz quase com um chicote disfarçado de empatia, que eu estou em primeiro lugar e que de certeza que tem os avós a toda a hora, empregada e babá - e se eu não posso mesmo cuidar de mim neste momento? E se, as tarefas forem tantas e o apoio tão pouco que eu não consigo sequer beber um café quente? E se é mesmo verdade que não tenho tempo nem para tomar um banho com calma?


Resposta: Durmo com o meu filho, com o meu marido, adormeço os grandes com mimos e sou uma verdadeira ginasta na hora de deitar toda a gente. Mas toda a gente dorme e ninguém tem problemas de sono. Só eu, mas estou em missão, por isso não faz grande diferença certo? Desde que durma as minhas 6 horas, na cama mais confortável do mundo (pais, pesquisem as camas e colchões da Molaflex, são mesmo um turning point na nossa vida!) não começo a disparar rabugice igual ao meu bebé.


Força. Está tudo certo. Eles um dia vão para a sua própria cama e nós voltamos a ter espaço para dormir.

Nota: Normalmente as crianças que dormem com os pais precisam ser incentivadas a ir para a sua cama numa idade adequada. Esta passagem pode ser feita com naturalidade e segurança. MUITO IMPORTANTE: que os pais não fiquem dependentes de dormir com os filhos.


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